Por Redação do Interior
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o poder militar americano realizou uma operação “extraordinária”, descrita por ele como a mais impactante desde a Segunda Guerra Mundial, para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Segundo Trump, a ação ocorreu no coração de Caracas e teve como alvo uma “fortaleza militar fortemente armada”, com o objetivo de levar o líder venezuelano à justiça americana.
Em pronunciamento, Trump classificou a ofensiva como uma das maiores demonstrações de competência militar da história dos Estados Unidos. Ele comparou a operação a ações anteriores conduzidas por Washington, como a ofensiva contra o general iraniano Qasem Soleimani, o líder do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi e ataques a instalações nucleares do Irã, citando uma operação chamada Midnight Hammer.
De acordo com Trump, a ofensiva ocorreu durante a madrugada e, em curto espaço de tempo, teria desarmado toda a capacidade militar venezuelana. O presidente afirmou que a ação foi baseada em informações de inteligência e que Caracas estava praticamente às escuras no momento do ataque. Segundo ele, Maduro foi capturado junto com a esposa, Cilia Flores, e ambos enfrentarão a Justiça dos Estados Unidos.
Trump declarou que Maduro e Flores serão processados no Distrito Sul de Nova York por narcoterrorismo contra os Estados Unidos e seus cidadãos. O presidente agradeceu às Forças Armadas americanas, destacando a rapidez, precisão e eficiência da operação, que teria envolvido helicópteros, aviões, aeronaves e forças marítimas.
Segundo Trump, nenhum militar americano morreu e nenhum equipamento foi perdido durante a ação. Ele exaltou o poder das forças marítimas dos EUA, classificando-as como as mais potentes do planeta, e afirmou que os Estados Unidos interceptam cerca de 97% das drogas traficadas por rotas marítimas, alegando que a maior parte teria origem na Venezuela.
No mesmo discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos irão “administrar” a Venezuela até que seja possível garantir uma transição “adequada, justa e legal”. Segundo ele, Washington não permitirá que outro grupo assuma o poder e perpetue a situação dos últimos anos. O presidente disse que o objetivo seria assegurar liberdade, segurança e prosperidade ao povo venezuelano, incluindo cidadãos que vivem atualmente nos Estados Unidos e desejam retornar ao país.
Trump também mencionou o setor petrolífero venezuelano, afirmando que a indústria entrou em colapso ao longo dos últimos anos. De acordo com o presidente, o plano inclui a entrada de uma grande empresa petrolífera americana para recuperar a infraestrutura e gerar receitas para o país.
O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos estavam preparados para uma segunda onda de ataques, mas que isso não será necessário diante do sucesso da primeira fase da operação. Por fim, Trump voltou a classificar Nicolás Maduro como um “ditador ilegítimo” e afirmou que ele supervisionava o chamado Cartel dos Sóis, acusado de inundar os Estados Unidos com drogas responsáveis pela morte de inúmeros americanos.
