Por Redação do Interior
O comandante das Forças Conjuntas dos Estados Unidos, general Dan Caine, afirmou que a operação que levou à captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, em Caracas, foi marcada por um nível extremo de precisão, integração e coordenação, envolvendo uma das maiores mobilizações aéreas já realizadas no hemisfério ocidental.
Segundo Caine, a complexidade da missão vai além do conceito tradicional de integração entre forças. “Em uma palavra apenas, integração não explica toda a complexidade de uma missão assim”, afirmou. A operação envolveu mais de 150 aeronaves, lançadas a partir de mais de 20 bases terrestres, atuando “ao mesmo tempo, no mesmo lugar, em torno do mesmo objetivo”.
O general destacou que o plano previa a inserção de uma força no centro de Caracas, preservando o elemento surpresa. “Uma falha de apenas um componente teria levado ao fracasso da operação. E falhar jamais é uma opção para as nossas operações conjuntas”, declarou.
Caine ressaltou o nível de comprometimento dos militares envolvidos. “As pessoas que estavam nas aeronaves naquela madrugada estavam dispostas a dar suas vidas pelas pessoas que estavam em terra”, disse.
Planejamento e inteligência
De acordo com o comandante, a missão foi resultado de meses de trabalho conjunto, com coleta detalhada de informações sobre a rotina de Maduro. “Nós entendemos onde Maduro morava, o que ele comia e até quais eram seus animais de estimação”, afirmou.
No início de dezembro, uma força dedicada foi estabelecida com o objetivo principal de definir a melhor data para a operação, buscando minimizar o potencial de danos a civis, reduzir riscos a pessoas em terra e maximizar o fator surpresa.
Caine afirmou que, durante semanas — incluindo o período de Natal e Ano Novo —, os militares permaneceram posicionados aguardando a ordem presidencial. A decisão foi tomada após a abertura de uma janela climática favorável, com céu limpo.
“O presidente dos Estados Unidos, no momento certo, ordenou que a ação conjunta fosse deflagrada. Ele nos desejou boa sorte, e essas palavras foram transmitidas a toda a força conjunta”, relatou.
Execução da operação
Durante a madrugada, aeronaves começaram a decolar de bases espalhadas por todo o hemisfério ocidental. Segundo Caine, foram empregados bombardeiros, aeronaves de vigilância, caças e plataformas de apoio, totalizando milhares de horas de experiência acumulada entre os tripulantes, com idades variando de 20 a 49 anos.
As aeronaves avançaram rumo à Venezuela voando a baixa altitude, sem elevar-se acima da linha d’água. Ao se aproximarem do país, as forças começaram a criar uma via de acesso para Caracas, protegidas por meios da Marinha, da Força Aérea, dos Fuzileiros Navais e da Guarda Nacional.
A força incluiu aeronaves como F-22, F-35, F-18, EA-18, E-2, B-1, além de drones e outros meios de suporte. À medida que se aproximavam da capital, os EUA iniciaram o desmantelamento do sistema de defesa aérea venezuelano, com o objetivo de garantir a passagem segura dos helicópteros até a área-alvo.
“O objetivo do componente aéreo foi, e sempre será, proteger os helicópteros e as forças terrestres, garantindo que cheguem ao alvo e retornem para casa”, afirmou.
Incursão terrestre e rendição
Segundo Caine, a força cruzou áreas de terreno elevado mantendo o sigilo da operação. Os helicópteros chegaram ao complexo de Maduro por volta de 1h01 da manhã (horário local).As tropas entraram no local “com disciplina”, isolaram a área para garantir a segurança da força terrestre e deram início à apreensão dos alvos. Durante a chegada, houve troca de tiros, e uma aeronave foi atingida, mas permaneceu operável e conseguiu retornar.
Ao longo da ação, equipes aéreas e terrestres mantiveram comunicação constante para assegurar o avanço seguro até o composto. A operação permaneceu sob proteção de aviação tática durante todo o tempo.
Caine afirmou que Maduro e sua esposa se renderam e foram conduzidos sob custódia “com profissionalismo e precisão”, sem registro de perdas de vidas americanas.
Retirada e conclusão
Após a apreensão, iniciou-se a retirada das forças, novamente sob cobertura aérea, com registros de engajamentos de autodefesa durante a saída do território venezuelano. A força retornou às bases de lançamento e, às 3h29, já estava sobre águas internacionais com os detidos a bordo.
De acordo com o general, Maduro e sua esposa foram transportados no USS Iwo Jima.
Ao encerrar o pronunciamento, Dan Caine afirmou que a operação representa uma demonstração do poder das Forças Conjuntas Americanas. “Nós pensamos, desenvolvemos, treinamos, ensaiamos, fazemos debriefing e ensaiamos novamente — não para acertar, mas para garantir que não podemos errar”, declarou.
Ele concluiu dizendo que as forças americanas seguem em alto estado de prontidão na região, preparadas para projetar poder e defender interesses dos Estados Unidos, agradecendo aos militares envolvidos e às suas famílias.
“Não há missão difícil demais para esses profissionais incríveis”, finalizou.
