Pilotos e comissários entram em estado de greve e podem afetar voos na reta final do ano

Compartilhe

Por Redação do Interior

Pilotos, copilotos e comissários de bordo brasileiros declararam estado de greve às vésperas do Réveillon, o que acende um alerta no setor aéreo em um dos períodos de maior movimento do ano. A mobilização ocorre depois que a categoria rejeitou a proposta patronal para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em negociação mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para a manhã da próxima segunda-feira (29/12), em São Paulo, quando será deliberado se a greve será formalmente deflagrada.


A votação que motivou o estado de greve teve resultado apertado: segundo o sindicato, 49,31% dos aeronautas votaram contra a proposta patronal, 49,25% foram favoráveis e 1,44% se abstiveram.


Possível início da paralisação e condições
Se a nova proposta — que inclui reajuste salarial e correção do vale-alimentação — for novamente rejeitada nas assembleias online e presencial, a categoria pode entrar em greve nacional a partir de 1º de janeiro de 2026, início do ano novo.


Até o momento, a ameaça de paralisação envolve especialmente tripulantes das companhias Azul e Gol; aeronautas da Latam já aprovaram acordo separado, o que reduz o risco de interrupção nessa empresa.


Impacto no transporte aéreo


Especialistas e representantes do setor alertam que a greve pode resultar em atrasos e cancelamentos de voos, justamente no período de alta demanda, quando milhões de passageiros viajam para passar o Ano-Novo com familiares ou iniciar férias.


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que está monitorando a situação e reforçou que os passageiros têm direito à assistência prevista nas normas da agência caso ocorra atraso ou cancelamento decorrente da paralisação.


Principais pontos de impasse


Entre as principais reivindicações da categoria estão:

  • Reajuste salarial real, acima da inflação;
  • Correção do vale-alimentação;
  • Melhores condições de trabalho e combate à fadiga dos tripulantes.


As negociações continuam em meio à preocupação das companhias e órgãos reguladores com os reflexos que uma eventual greve poderia ter sobre a malha aérea doméstica e internacional durante a alta temporada.

ENTENDA SEUS DIREITOS EM CASO DE GREVE DE PILOTOS E COMISSÁRIOS

Mesmo em situações de greve, as companhias aéreas continuam obrigadas a prestar assistência aos passageiros, conforme as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Meu voo pode ser cancelado ou atrasado?

Sim. Em caso de paralisação, as empresas podem cancelar, atrasar ou readequar voos, especialmente em períodos de alta demanda, como o Réveillon.

Quais são meus direitos em caso de atraso?

A partir de 1 hora: direito à informação e comunicação (internet, telefone).A partir de 2 horas: alimentação adequada (voucher ou refeição).A partir de 4 horas: hospedagem (se necessário) e transporte até o local.

Posso remarcar ou pedir reembolso?

Sim. Em caso de cancelamento ou atraso superior a 4 horas, o passageiro pode escolher entre:

  • Reacomodação em outro voo (da mesma ou de outra companhia);
  • Reembolso integral da passagem;
  • Execução da viagem por outro meio de transporte, quando disponível.

E se eu perder conexões ou compromissos?

A companhia aérea não é obrigada a indenizar automaticamente, mas pode haver direito a reparação caso fique comprovado dano material ou moral, o que deve ser avaliado individualmente.

O que o passageiro deve fazer agora?

  • Acompanhar o status do voo pelos canais oficiais da companhia;
  • Guardar comprovantes de gastos extras;
  • Registrar reclamação na Anac ou na plataforma Consumidor.gov.br, se necessário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *