Da Redação
A morte de Quitéria Januária da Silva, na manhã de domingo (7), no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, atingida por um disparo dentro de casa no loteamento Mutirão, em São Miguel dos Campos, elevou a sensação de insegurança que marca o município nas últimas semanas. A idosa, que havia sido socorrida em estado grave e transferida para o Hospital Geral do Estado, não resistiu aos ferimentos após cinco dias de internação.
O caso ocorreu durante a madrugada terça-feira (2), quando criminosos tentaram invadir a residência da vítima. Sem conseguir arrombar a porta, os suspeitos efetuaram disparos pela janela. Um dos tiros atravessou o cômodo e atingiu Quitéria, que dormia no momento do ataque. Moradores relataram ter ouvido barulho de fuga e gritos associados a grupos criminosos, o que levou a investigação a considerar a hipótese de disputa entre facções que atuam na região.
A ocorrência não foi isolada. Nas últimas semanas, São Miguel dos Campos registrou outros atentados, incluindo a morte de uma segunda idosa, vítima de bala perdida durante um tiroteio em via pública, além de pelo menos mais um morador ferido em situação semelhante. A sucessão de crimes elevou a tensão entre os habitantes e aumentou a cobrança por respostas do poder público.
Forças de segurança intensificaram as ações no município e buscam identificar conexões entre os episódios. A linha de apuração aponta para uma possível escalada de conflitos entre grupos armados, que estaria ampliando o risco para moradores sem envolvimento com atividades ilícitas.
A morte de Quitéria se tornou símbolo da vulnerabilidade de famílias que vivem em áreas dominadas por disputas territoriais. A Polícia Civil tenta agora reconstruir a dinâmica do ataque, mapear rotas de fuga e avançar na identificação dos autores. Enquanto isso, a comunidade permanece apreensiva diante da repetição de episódios violentos em curtos intervalos, o que reforça a percepção de que o ambiente criminal local se encontra em expansão.
