Grave colisão na BR-424 mobiliza equipes do SAMU em Marechal Deodoro

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Da Redação

Na manhã deste sábado (6), uma colisão de grande impacto entre dois veículos deixou um homem gravemente ferido em um trecho da BR-424, no Centro de Marechal Deodoro, próximo à ponte que liga o município à capital. A gravidade da batida fez com que o condutor permanecesse preso às ferragens, exigindo a imediata mobilização de uma Unidade de Suporte Avançado do Samu Alagoas e também do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas.

O paciente apresentava ferimentos graves: fratura exposta na perna esquerda, fratura fechada no fêmur, sinais de confusão mental e comprometimento neurológico, além de dificuldades respiratórias. A equipe médica realizou intubação orotraqueal, estabilização e mobilização adequada da coluna, antes de encaminhá-lo ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió. A ocorrência também provocou desvio parcial do trânsito no local, embora sem necessidade de interdição prolongada.

Estatísticas de trânsito em Alagoas

Segundo relatórios recentes do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL), o estado registrou 3.572 sinistros de trânsito em 2023, com envolvimento de mais de 6 mil veículos e cerca de 7.661 pessoas atingidas — entre feridos e vítimas fatais.

O estado continua entre os que apresentam as maiores taxas de mortalidade no trânsito do país: de acordo com o levantamento do Atlas da Violência 2025, Alagoas alcançou 18,7 mortes por 100 mil habitantes em 2023 — acima da média nacional.

Outro dado preocupante: os acidentes envolvendo motos seguem como principal causa de fatalidades no trânsito. No ano passado, motociclistas e ocupantes de triciclos representaram a maioria das mortes em acidentes — somando aproximadamente 59,3% das vítimas fatais, segundo dados do Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau).

Esse contexto estatístico evidencia que o episódio desta manhã não é um caso isolado, mas parte de um padrão persistente de sinistros graves nas rodovias do estado — muitas vezes com consequências dramáticas. A combinação de fatores como trechos rodoviários com alto fluxo, aumento da frota de veículos e uso intensivo de motocicletas contribui fortemente para o risco. Ações mais amplas de prevenção: fiscalização rigorosa da velocidade e das ultrapassagens, manutenção e sinalização eficaz das rodovias, e campanhas permanentes de conscientização aos condutores continuam sendo necessárias para reduzir a frequência dessas tragédias.

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