Por Redação / Foto: Divulgação
O ex-prefeito de Maribondo, Leopoldo César Amorim Pedrosa, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão pelo homicídio do corretor de imóveis Gerson Gomes Vieira, crime que ocorreu em 2015 e marcou a política local. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (26), após um julgamento tenso e acompanhado de perto no Fórum de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió.
Os jurados concluíram que Leopoldo ordenou a morte do corretor após um conflito envolvendo a venda de um imóvel avaliado em R$ 800 mil. Gerson teria sido executado depois de cobrar uma comissão de R$ 40 mil — valor que, segundo a acusação, desencadeou o desentendimento. Dias após desaparecer, o corpo do corretor foi encontrado em meio a um canavial, já em avançado estado de decomposição.
No depoimento, Leopoldo tentou afastar qualquer ligação com o crime. Disse que considerava Gerson um amigo e profissional de confiança, afirmando que nunca teria motivo para prejudicá-lo. Também mencionou um homem identificado como Fernando, apontado por ele como envolvido em disputas imobiliárias e autor de supostas ameaças contra a vítima.
A sessão ainda registrou momentos de grande repercussão, quando o ex-prefeito mencionou que sua ex-mulher teria sido a única pessoa da família que mantinha atritos com Gerson, sugerindo que o conflito poderia ter origem fora de sua atuação. Em outra fala, buscou se defender citando apoio político recebido posteriormente por sua família em Maribondo.
Apesar das tentativas de desacreditar a motivação apresentada pela acusação, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do Ministério Público. Com a condenação, Leopoldo inicia a pena em regime fechado, embora a defesa ainda possa recorrer. O caso encerra um dos julgamentos mais aguardados e comentados do município nos últimos anos.
