CAE analisa hoje o projeto de Renan Calheiros que aumenta impostos sobre bets e fintechs

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Da Redação

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado retoma nesta quarta-feira (26) a análise do projeto que eleva a carga tributária sobre casas de apostas online, fintechs e empresas do mercado de capitais. A proposta, articulada e apresentada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), tornou-se uma das prioridades do colegiado nas últimas semanas e avança em regime terminativo — o que permite sua aprovação direta na CAE, sem necessidade de deliberação do Plenário.

Reestruturação tributária como estratégia política

Renan tem conduzido pessoalmente as negociações em torno do texto, defendendo que o projeto busca corrigir distorções entre setores altamente lucrativos e o restante da economia. A iniciativa fortalece a estratégia do senador de liderar debates sobre regulação econômica em áreas que cresceram rapidamente nos últimos anos, como apostas esportivas e sistemas financeiros digitais. A movimentação amplia seu protagonismo dentro do Senado, especialmente em um momento de reorganização das relações entre o Congresso e o Executivo na agenda fiscal.

Ao aumentar a tributação das bets e elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para fintechs e algumas empresas do mercado de capitais, o projeto se consolida como uma das propostas de maior impacto fiscal em discussão no fim do ano legislativo. O relator, Eduardo Braga, já apresentou parecer favorável, fortalecendo o alinhamento interno na CAE e a expectativa de aprovação.

Apostas online sob maior pressão

Para o segmento de apostas, o texto dobra a alíquota incidente sobre a receita bruta. O senador Renan argumenta que o setor opera em um ambiente de expansão veloz, com margens elevadas e efeitos sociais relevantes, o que justificaria uma contribuição proporcional. A estratégia também mira maior capacidade de rastreamento e formalização, em linha com debates regulatórios que avançam desde o início da legislatura.

Fintechs e instituições financeiras no foco

A proposta também aumenta a CSLL aplicada a fintechs, instituições de pagamento e operadores do mercado de capitais. A leitura de Renan é de que a modernização do sistema financeiro precisa vir acompanhada de maior equilíbrio tributário entre novos e antigos agentes — especialmente em um cenário de digitalização acelerada e crescente participação das plataformas no crédito e nos meios de pagamento.

Potencial de arrecadação incentiva ritmo acelerado

As estimativas técnicas indicam impacto bilionário na arrecadação já a partir de 2026, e isso interessa ao governo federal e aos líderes do Senado, por isso desejam avançar rapidamente com o projeto. Renan tem atuado para blindar o texto de pressões contrárias e evitar que grupos econômicos ampliem a disputa pública antes da deliberação do colegiado.

Próximos passos

Se a CAE aprovar o parecer nesta quarta-feira, o projeto seguirá diretamente para a Câmara dos Deputados. A expectativa é de que Renan utilize o resultado como demonstração de capacidade de articulação em temas fiscais sensíveis, ampliando sua influência nas discussões sobre regulação econômica no Congresso.

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