Irmãos de Nádia Tamires tentam guarda da sobrinha e acirram disputa familiar

Compartilhe

Da Redação

A disputa pela guarda da filha da médica Nádia Tamires, presa após matar o ex-marido, o médico Alan, ganhou novo capítulo com o pedido formal apresentado pelos irmãos da acusada. Eles alegam que as avós — que atualmente dividem a responsabilidade pela criança — não teriam condições psicológicas e sociais de garantir o melhor interesse da menor. O caso, já marcado por conflitos e versões opostas dentro da própria família, segue agora para análise na Vara de Família.

O pedido dos irmãos se apoia em documentos que indicariam indícios de abuso sexual cometido pelo pai da menina quando ela ainda era muito pequena. Esses relatos, segundo eles, foram levados à polícia por Nádia ao longo do último ano e motivaram uma série de medidas protetivas e disputas na Justiça. Mesmo assim, os avós paternos e maternos apresentam versões divergentes sobre a credibilidade dessas denúncias, o que ampliou o ambiente de hostilidade entre os familiares.

A morte de Alan, baleado em frente a uma unidade de saúde em Arapiraca, expôs a escalada de tensão que vinha se acumulando entre o ex-casal. A defesa de Nádia sustenta que ela agiu movida pelo medo de novas ameaças e de uma possível emboscada, enquanto parte da família afirma ver sinais de premeditação. A divergência entre parentes ficou evidente quando a mãe da médica apareceu publicamente para defender o ex-genro e contestar as acusações de abuso.

Com esses elementos, a Justiça optou por manter a guarda provisória com as avós até que haja avaliação mais aprofundada da situação. O juiz responsável considerou que não há, por enquanto, risco imediato que justifique uma mudança brusca de ambiente para a criança.

O caso segue em duas frentes: na esfera criminal, a investigação sobre o homicídio e sobre as denúncias de abuso; na família, a definição de quem terá a responsabilidade legal e afetiva pela menina em meio ao momento mais traumático da sua vida. A disputa expõe um cenário de rupturas internas, acusações cruzadas e narrativas conflitantes, num processo que deve se prolongar e exigir perícias, análises psicológicas e pareceres técnicos antes de qualquer decisão definitiva.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *