Políticos reagem à prisão preventiva de Jair Bolsonaro

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Da Redação

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado (22), provocou reações imediatas no espectro político. Enquanto partidos de esquerda celebraram a medida como avanço das investigações sobre a tentativa de golpe, aliados bolsonaristas acusaram perseguição política e arbitrariedade.

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Lideranças do PT, PSOL e PCdoB classificaram a decisão como um “marco” no processo de responsabilização pelos atos golpistas. Para Lindbergh Farias (PT-RJ), o episódio demonstra que a lei alcança todos, inclusive um ex-presidente.

Parlamentares como Talíria Petrone e Erika Hilton afirmaram que a prisão expõe a gravidade das condutas investigadas, citando o risco de fuga e a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica.

Marcelo Freixo (PT) e Jandira Feghali (PCdoB) atribuíram a medida à escalada de tensões promovida por aliados de Bolsonaro, incluindo a convocação de vigília e a fuga de figuras ligadas ao núcleo bolsonarista.

Ivan Valente (PSOL) e Glauber Braga (PSOL) apontaram que a prisão representa a continuidade do enfrentamento ao projeto golpista e defenderam que outras lideranças e financiadores também sejam responsabilizados.

Direita aponta perseguição e questiona decisão de Moraes

Em reação oposta, parlamentares e aliados de Bolsonaro afirmaram que a prisão é política e injustificada.

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) classificou o ato como a “maior perseguição política da história do Brasil” e criticou Moraes em tom ofensivo.

Hamilton Mourão (Republicanos-RS) alegou ausência de ameaça à ordem pública e disse que a medida representa arbítrio.

Nomes próximos ao ex-presidente, como Fábio Wajngarten e Carlos Jordy, insistiram que a decisão foi motivada por uma vigília de apoiadores, questionando o caráter de risco atribuído ao evento.

Outros parlamentares, como Carol de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF) e Gustavo Gayer (PL-GO), repetiram que Bolsonaro é inocente e acusaram o STF de agir de forma desumana, mencionando o estado de saúde do ex-presidente.

As manifestações nas redes evidenciam a polarização política em torno do caso e antecipam novos embates públicos enquanto Bolsonaro permanece na Superintendência da Polícia Federal aguardando o trânsito em julgado de sua condenação.

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