Da Redação
O pastor Silas Malafaia voltou a direcionar ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao afirmar que sofre perseguição política e religiosa no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal. As declarações, divulgadas em vídeo nas redes sociais, foram reunidas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que acompanha os desdobramentos envolvendo aliados e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a coluna, Malafaia voltou a classificar o ministro como responsável por um suposto abuso de autoridade e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele — como a apreensão de passaporte, celular e cadernos de anotações — ultrapassariam o limite da legalidade. O pastor costuma sustentar que as ações configuram tentativa de intimidá-lo, e que sua atuação pública se restringe à divulgação de opiniões e orientações a seus seguidores.
O caso envolve suspeitas de coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. De acordo com o relato publicado por Bergamo, o pastor rejeita as linhas de apuração que apontam que ele teria buscado interferir em investigações relacionadas a Jair Bolsonaro e articulado contatos no exterior para pressionar autoridades do STF.
Ao reforçar sua versão, Malafaia diz que sua postura é transparente, baseada em manifestações já amplamente divulgadas em vídeos e redes sociais. Na avaliação dele, as diligências determinadas pelo ministro representariam um esforço para criminalizar posicionamentos políticos, especialmente aqueles que confrontam decisões da Corte.
O discurso mantém o tom confrontativo que o pastor vem adotando nos últimos meses, em meio ao avanço de inquéritos contra figuras do entorno bolsonarista. Enquanto a defesa do pastor tenta minimizar o alcance jurídico das suspeitas, o STF e a Polícia Federal seguem conduzindo as investigações sob sigilo, em meio a um cenário político ainda tensionado pela atuação da extrema direita e pelas disputas narrativas em torno dos limites da liberdade de expressão.
