Crime ocorreu em frente ao Hospital Santa Rita, em 2023, e expõe a escalada de violência e disputas locais no interior alagoano
Da Redação
O júri popular realizado nesta terça-feira (11), em Palmeira dos Índios, condenou Thalisson Romeiro França, conhecido como “Nesquita”, e Matheus Guilherme Leite a 19 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Marcos Henrique Barros da Silva. O crime, ocorrido em janeiro de 2023, foi enquadrado como homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada.
A execução aconteceu em frente ao Hospital Santa Rita, durante a manhã, e chamou atenção pela ousadia da ação, realizada em uma área de grande circulação de pacientes e profissionais da saúde. Segundo as investigações, Thalisson foi o autor dos disparos, enquanto Matheus conduzia a motocicleta utilizada na fuga.
O processo também analisou um episódio anterior, registrado em dezembro de 2022, quando Marcos Henrique e outras três pessoas sofreram uma tentativa de homicídio. Apesar de indícios que apontavam para a participação dos réus, o Ministério Público pediu a absolvição por falta de provas consistentes, concentrando a acusação no crime consumado do início do ano seguinte.
O conselho de sentença reconheceu as provas apresentadas no julgamento e manteve as duas qualificadoras. A decisão evidencia a complexidade dos casos de homicídio que se repetem em cidades do interior e o desafio das instituições em produzir provas robustas em contextos marcados por violência armada e retaliações entre grupos locais.
Nos últimos anos, Palmeira dos Índios e municípios vizinhos têm registrado aumento de crimes relacionados a disputas territoriais e conflitos pessoais. Julgamentos como o desta semana mostram o esforço do sistema de Justiça em dar resposta a esse tipo de violência, que pressiona as estruturas locais de segurança e desafia a capacidade de investigação em áreas fora dos grandes centros.
