Estado tem o maior crescimento proporcional em setembro; setor de serviços impulsiona saldo nacional positivo de 213 mil vagas
Da Redação
O Brasil registrou um novo recorde no mercado de trabalho formal: 48,9 milhões de vínculos com carteira assinada estavam ativos em setembro de 2025, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o país criou 1,7 milhão de empregos formais, o que reforça o cenário de economia aquecida e geração consistente de oportunidades.
Mas o destaque do mês ficou com Alagoas, que apresentou o maior crescimento proporcional do país, com alta de 3% nos vínculos formais. O desempenho alagoano superou o de todas as demais unidades da Federação, seguido por Sergipe (+1,7%) e Paraíba (+1,1%), consolidando a região Nordeste como a de maior dinamismo relativo no mercado de trabalho em setembro.
Expansão nacional e força dos serviços
Em todo o país, o saldo foi positivo em 213.002 postos, resultado de 2,29 milhões de admissões e 2,08 milhões de desligamentos. Todas as 27 unidades da Federação e os cinco grandes setores econômicos — Serviços, Indústria, Comércio, Construção e Agropecuária — fecharam o mês com mais contratações do que demissões.
O setor de Serviços puxou a alta, com 106,6 mil novos empregos, seguido pela Indústria (43 mil), Comércio (36 mil), Construção (23,8 mil) e Agropecuária (3,1 mil). O salário médio real de admissão foi de R$ 2.286,34, valor que reflete estabilidade no poder de compra, embora ainda indique desafios na valorização dos rendimentos.
Nordeste em destaque e Alagoas na liderança
O desempenho de Alagoas chama atenção não apenas pela variação percentual, mas pelo sinal de expansão regional em um momento de retomada de investimentos públicos e privados. O estado, que vem fortalecendo os setores de construção civil, turismo e serviços, superou grandes economias regionais e consolidou a melhor performance proporcional do país no mês.
O Nordeste como um todo somou 72,3 mil novas vagas em setembro, ficando atrás apenas do Sudeste (80,6 mil) em números absolutos. No acumulado do ano, São Paulo segue liderando em volume total, com 485,7 mil empregos formais criados, seguido de Minas Gerais (164,6 mil) e Paraná (121,2 mil).
Jovens e ensino médio impulsionam contratações
Os jovens de 18 a 24 anos responderam por 67% das novas vagas criadas em setembro, o que indica ampliação das oportunidades de primeiro emprego. Pessoas com ensino médio completo concentraram 142,7 mil contratações, confirmando a predominância de ocupações técnicas e de apoio operacional.
No recorte racial, pessoas pardas ocuparam a maior parte dos postos (156 mil), seguidas por brancas (51,7 mil) e pretas (28,5 mil), evidenciando a persistência de desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro.
Perspectivas e análise econômica
Com crescimento disseminado entre regiões e setores, o mercado de trabalho brasileiro mantém trajetória de recuperação sólida. Economistas avaliam que, caso o ritmo atual seja mantido, o país poderá encerrar 2025 com expansão real da ocupação e da massa salarial, consolidando um ciclo de crescimento sustentado.
Em Alagoas, os investimentos em infraestrutura, a expansão da construção civil, o crescimento do turismo e o aquecimento dos serviços a ele associados gerou diversificação em sua base produtiva e isso resultou em criação de empregos para os alagoanos. O desafio agora é sustentar o crescimento com qualificação profissional e aumentar a produtividade, para que os novos empregos sejam acompanhados de melhores salários e menor rotatividade.
