Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é hoje o político mais influente das redes sociais no Brasil. É o que mostra um levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, que avaliou a presença digital de 11 possíveis candidatos à Presidência em 2026.
De janeiro a julho de 2025, Lula alcançou 79,76 pontos no Índice de Relevância nas Redes (IR² Nexus) — a maior pontuação entre todos. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficou fora da lista porque está inelegível, o que abriu espaço para outros nomes da direita ganharem visibilidade digital.
Força e constância de Lula nas redes
Lula aparece em 1º ou 2º lugar em todas as plataformas analisadas — Instagram, X (antigo Twitter), Facebook, YouTube e TikTok. No TikTok, o presidente domina com 98,78 pontos, mais que o dobro de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tem 39,27. Já no Instagram, Lula mantém a dianteira com 90,24 pontos, seguido por Flávio Bolsonaro (62,63) e Eduardo Bolsonaro (50,70).
O resultado mostra que Lula não apenas tem muitos seguidores, mas também gera engajamento real. Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o estudo leva em conta quatro fatores: frequência de postagens, engajamento, alcance e eficiência.
Eduardo Bolsonaro é o principal rival digital
Entre os nomes da oposição, Eduardo Bolsonaro (PL) aparece como o principal adversário de Lula nas redes. Ele ocupa o segundo lugar no ranking geral, com 58,76 pontos, e lidera em três das cinco plataformas analisadas: X (76,93 pontos), Facebook (81,57) e YouTube (95,43).
O deputado se destaca pelo alto volume de postagens e pelas interações com o público conservador. Seu irmão Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 49,02 pontos, seguido por Tarcísio de Freitas (30,14).
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece em sexto lugar, com 12,85 pontos, mesmo sem contas ativas em três das cinco redes.
Duas bolhas, dois discursos
A pesquisa também mostra como as redes refletem a polarização política do País.
De um lado, Lula e Fernando Haddad concentram suas postagens em políticas públicas, programas sociais, meio ambiente e democracia. Do outro, Eduardo, Flávio, Michelle e Tarcísio usam suas páginas para criticar o governo e defender Jair Bolsonaro, com temas ligados a família, fé e anistia aos presos de 8 de janeiro.
Tokarski lembra que o estudo não avalia se as interações são positivas ou negativas, e sim quem consegue gerar mais mobilização.
