Conselho de Ética analisa processo que pode levar à cassação de Eduardo Bolsonaro

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Da Redação

O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Fabio Schiochet (União Brasil–SC), afirmou em entrevista ao Canal UOL que os parlamentares têm “obrigação” de comparecer aos trabalhos legislativos, ao menos às terças e quartas-feiras, salvo em casos de licença médica ou missão oficial autorizada pela Mesa Diretora. Segundo ele, há uma exigência mínima de 75% de frequência.

A declaração ocorre em meio ao andamento de processos no colegiado, entre eles o que envolve o deputado Eduardo Bolsonaro (PL–SP). Schiochet explicou que o conselho está, neste momento, analisando apenas a admissibilidade da representação que pede a cassação do mandato do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O relator do caso, Marcelo Freitas (União–MG), apresentou parecer favorável ao arquivamento do processo. Caso o relatório seja aprovado pela maioria dos membros do conselho, esse processo será encerrado. Se o parecer for rejeitado, Schiochet deverá designar um novo relator para dar continuidade à análise.

Se a cassação for admitida, o processo entra na fase de instrução, que pode durar de 40 a 50 dias. Nessa etapa, serão ouvidas testemunhas, os autores da representação e o próprio Eduardo Bolsonaro.

A fala de Schiochet reforça o tom de cobrança interna na Câmara, onde o Conselho de Ética tem retomado protagonismo após meses de paralisação. Além de avaliar condutas parlamentares, o órgão é visto como um termômetro político da disposição da Casa em impor limites a seus próprios membros — especialmente em casos de grande repercussão pública.

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