Justiça afasta policiais após morte de adolescente em Alagoas

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Por Redação / Foto: Divulgação

O Poder Judiciário de Alagoas determinou o afastamento imediato dos três policiais militares denunciados pela morte de Gabriel Lincoln, de 17 anos, em Palmeira dos Índios. A decisão, solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE/AL), suspende qualquer atividade policial dos acusados durante o processo penal, embora continuem recebendo seus salários. A medida reforça a necessidade de imparcialidade e transparência no caso que chocou o estado.

O advogado da família, Gilmar Menino, classificou o afastamento como uma conquista importante para garantir justiça. “Essa decisão atende à expectativa da sociedade por responsabilização e reforça a confiança nas instituições. É fundamental para que o processo seja conduzido de forma justa e transparente”, afirmou.

O crime ocorreu em 3 de maio, quando Gabriel foi atingido nas costas durante uma perseguição policial, sendo atingido no pulmão e no coração. Desde então, a investigação revelou que o adolescente não estava armado, contrariando a versão inicial da Polícia Militar. Exames de DNA e residuográficos comprovaram que o revólver encontrado na cena do crime foi plantado para simular um confronto inexistente.

O sargento acusado de efetuar o disparo responde por homicídio qualificado e fraude processual, enquanto os outros dois militares foram denunciados por adulteração da cena do crime. O caso reacendeu o debate sobre abuso de autoridade e conduta policial em Alagoas, provocando comoção na população de Palmeira dos Índios.

Com os policiais afastados, o processo entra na fase de instrução, e novas audiências já estão previstas. A decisão marca um passo significativo na busca por justiça para Gabriel Lincoln e pela responsabilização de agentes públicos em casos de violência policial.

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