Da Redação
Em Alagoas e no Nordeste, preço médio continua acima de R$ 6 por litro; repasse total deve ser inferior a R$ 0,10
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) uma redução de 4,9% no preço da gasolina vendida às distribuidoras, o equivalente a R$ 0,14 por litro, com efeito a partir desta terça (21). O valor médio de venda nas refinarias passará a R$ 2,71 por litro, marcando a segunda queda do combustível em 2025 e uma redução acumulada de 10,3% no ano.
Apesar do anúncio, o impacto direto nas bombas deve ser limitado. A gasolina pura representa apenas cerca de um terço do valor final pago pelos motoristas. O restante é composto por etanol anidro, impostos estaduais e federais, além das margens de distribuição e revenda.
Em Alagoas, os levantamentos mais recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Secretaria da Fazenda indicam que o preço médio da gasolina comum varia entre R$ 5,88 e R$ 6,25 por litro, dependendo da região e do período de coleta. Em junho, uma pesquisa local chegou a apontar queda para R$ 5,69 por litro, após ações de fiscalização e ajustes de mercado.
No Nordeste, os preços seguem próximos aos de Alagoas. Estados como Ceará e Pernambuco registram médias entre R$ 6,20 e R$ 6,40 por litro, segundo dados da ANP.
Com essa estrutura de preços, a redução de R$ 0,14 por litro nas refinarias deve representar, na prática, uma queda entre R$ 0,03 e R$ 0,06 por litro ao consumidor final, caso o repasse seja integral. No entanto, é comum que o efeito seja parcial e demore algumas semanas para chegar aos postos, especialmente por causa dos estoques comprados antes do reajuste.
Desde dezembro de 2022, os preços da gasolina vendidos às distribuidoras acumulam redução real de 22,4%, considerando a inflação do período. Para o diesel, a Petrobras manteve os preços estáveis — o combustível já teve três reduções em 2025 e acumula queda de 35,9% em termos reais desde o fim de 2022.
A estatal informou que continuará acompanhando as condições de mercado e os fundamentos econômicos para definir os próximos ajustes, sem estimar o repasse final ao consumidor.
