Centenas de milhares protestam nos EUA contra suposta deriva autoritária do governo Trump

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Manifestações com o lema “Sem Reis” reúnem multidões em mais de 2.600 cidades; oposição acusa presidente de ameaçar princípios democráticos

Trechos de texto publicado originalmente em espanhol, no El País (Tradução: Lúcia Barbosa)

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (18) em diversas cidades dos Estados Unidos para protestar contra o que consideram uma deriva autoritária do governo Donald Trump. Sob o lema “Sem Reis”, os manifestantes defenderam a preservação dos princípios democráticos e denunciaram medidas do presidente republicano que, segundo eles, ameaçam as instituições do país.

Os maiores atos ocorreram em Nova York, Chicago, Houston, Seattle, Los Angeles, Filadélfia e Washington, D.C., onde dezenas de milhares de pessoas se reuniram em frente ao Capitólio. Segundo os organizadores, os protestos se espalharam por mais de 2.600 cidades nos 50 estados norte-americanos.

Entre as motivações estão a paralisação parcial do governo, demissões em massa de funcionários federais, operações policiais contra imigrantes e o envio de tropas da Guarda Nacional a cidades governadas por democratas. Trump também é acusado de tentar interferir no Federal Reserve (Fed), atacar a imprensa e restringir o acesso de jornalistas ao Pentágono.

Durante a marcha em Washington, unidades da Guarda Nacional foram vistas nos telhados de prédios próximos, enquanto manifestantes denunciavam um clima de intimidação. Em recente discurso, Trump havia pedido a seus generais que se preparassem para enfrentar o que chamou de “invasão interna”, comparando opositores a inimigos estrangeiros.

Integrantes de alto escalão do governo também têm adotado tom agressivo. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu o controle prévio de informações publicadas sobre o Pentágono, medida rejeitada pelos principais veículos de comunicação do país.

Trump, por sua vez, tem dado sinais de que pretende manter-se no poder além de dois mandatos, cogitando concorrer a um terceiro mandato, o que é vedado pela Constituição dos Estados Unidos.

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