Da Redação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro já admite, nos bastidores, a possibilidade de que o ex-chefe do Executivo inicie o cumprimento da pena em regime fechado, após a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 11 de setembro de 2025.
A sentença abrange crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Segundo o jornalista Lauro Jardim do Globo, os advogados do ex-presidente avaliam que a execução da pena pode começar já no início de novembro, caso os recursos apresentados não tenham efeito suspensivo.
Apesar de reconhecerem a dificuldade de reverter a condenação, os defensores afirmam, em nota, “profunda discordância e indignação” com o julgamento. A equipe jurídica de Bolsonaro ingressou com embargos de declaração — recurso que busca esclarecer possíveis omissões ou contradições na decisão do STF — e prepara um recurso extraordinário com o objetivo de contestar pontos específicos da condenação junto ao plenário da Corte.
A estratégia da defesa também inclui a possibilidade de pedir prisão domiciliar ou regime semiaberto, argumentando questões de saúde e idade do ex-presidente.

Enquanto o processo segue em tramitação, a opinião pública permanece dividida. De acordo com pesquisa do Datafolha divulgada em 13 de setembro, 50% dos brasileiros apoiam a prisão de Bolsonaro, enquanto 43% são contra. No Nordeste, região de maior apoio ao presidente Lula, o índice de aprovação da prisão sobe para 62% O levantamento reflete a forte polarização em torno do caso e do futuro político do ex-presidente.
Mesmo com a condenação, o início do cumprimento da pena depende do trânsito em julgado — quando não cabem mais recursos — e da decisão final do STF sobre o local e as condições da prisão
