*Manoel Ferreira Lira morrosanto@gmail.com

Por todo o mundo, quer seja na Oceania, na Asia, na Europa ou nos continentes africano e americano, o homem sempre se preocupou em simbolizar o fim da vida: caveiras, esqueletos, túmulos, foices, cores escuras nas roupas (luto), cruzes. Estas simbologias como a levar o ser humano a não esquecer sua perenidade!
Vamos relembrar:
Luto – grande parte da humanidade, principalmente os católicos (parte do cristianismo), que se veste de escuro ou cinza para demonstrar a dor pela morte de alguém;
Esqueleto (humano) – para que o que aqui fica se lembre que um dia também será esquelético e decomposto;
Céu – o símbolo que representa o destino final daquele que deixa o mundo dos vivos;
Inferno – associado à morte, o lugar onde haverá punição e sofrimento;
Foice – no sentido de ceifar a vida, personificando a morte.
Entre os mexicanos, povo americano do norte, há a catrina – esqueleto de mulher, que desfila no Dia de Finados por todo o México. Há, também o Valknut, figura nórdica associada à morte de um gigante. Outro, como a Angh – que representa a cruz egípcia.
Há simbologia para todos os gostos, para todos os povos, em todas as tradições. Uma delas e, principalmente para nós cristãos, é a cruz.
Cruz – sobre ela, que remonta a tempos antes do cristianismo, e que se4 apresentava como um símbolo geométrico composto por duas linhas que se cruzam, há versões cristãs ocidentais (latinas), grega (com braços iguais, tanto vertical quanto horizontal), egípcia (ou como chamam os eruditos – Ansata: com um laço oval no teto, simbolizando a “chave da vida”) e a cruz de malta (com cabeças terminando em V).
Umas e outras, porém, simbolizando morte. Com a vinda de Cristo, todavia, a cruz que hoje identificamos como cristã mudou o significado: deixou de representar o sofrimento (nela morria o ladrão, o assassino, o inimigo do poder dominante à época) e passou a simbolizar a vida, o ressurgimento de nova era do morto. O cristianismo, a propagar “um novo mundo”, deu significado a cruz: a antítese da morte, a vida.
Morte e vida se complementam, uma não existindo sem a outra. A cruz é o único símbolo que deixou seu significado original.

