Governo demite indicados após derrota da MP sobre bancos e bets

Compartilhe

Da Redação

O governo federal começou, na sexta-feira (10), a demitir indicados políticos de deputados que votaram contra a Medida Provisória 1.303/2025, que buscava tributar bancos e Bets. A proposta visava maior justiça tributária.

A medida provisória foi retirada da pauta de votação por 251 votos a 193 e perdeu a sua efetividade. Como reação, o Palácio do Planalto faz agora uma reorganização de cargos estratégicos.

Entre os exonerados estão:

Rodrigo de Lemos Lopes, vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital da Caixa Econômica Federal, indicação do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).

José Trabulo Júnior, consultor da presidência da Caixa, ligado ao Progressistas (PP) e ao senador Ciro Nogueira (PI).

A Caixa Econômica Federal anunciou a destituição dos dois assessores indicados pelo PP e pelo PL, em comunicado direcionado a investidores, assinado por Luiz Felipe Figueiredo de Andrade, Diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores. O banco informou que há previsão de mais demissões na segunda-feira (13), com destaque para possíveis desligamentos nos Correios, sem detalhar nomes ou cargos.

Também houve mudanças em superintendências regionais de ministérios, incluindo unidades da Agricultura no Pará, Paraná, Minas Gerais e Maranhão, e o DNIT em Roraima, ligadas a parlamentares que votaram contra a MP.

Reações dos partidos

O PSD criticou publicamente a medida, chamando-a de “precipitada e contraproducente”.

MDB não se manifestou, mantendo silêncio estratégico para não prejudicar a relação com o governo.

PL, embora tenha tido indicados exonerados, está na oposição, e sua exclusão não é interpretada como retaliação à base aliada.

Contexto

O governo afirma que a reorganização de cargos visa garantir que funções estratégicas sejam ocupadas por aliados alinhados ao Palácio do Planalto.

Segundo técnicos do Ministério da Fazenda, a MP visava corrigir desigualdades na cobrança de impostos, cobrando de setores que pagam proporcionalmente menos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *