Da Redação
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (9) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno simulados para a eleição presidencial de 2026. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O resultado indica estabilidade na recuperação da imagem do governo, em meio a divisões na direita e à adesão popular a pautas como a reforma do Imposto de Renda e a rejeição à anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à chamada “PEC da Blindagem”.
Nos cenários estimulados de 1º turno, Lula varia entre 35% e 43% das intenções de voto, mantendo vantagem expressiva sobre os principais nomes da oposição.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece como o adversário mais competitivo, com cerca de 26%, quando incluído entre os candidatos. Nos cenários sem o ex-mandatário, Michelle Bolsonaro (PL) surge com 21%, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alcança entre 18% e 20% e Eduardo Bolsonaro (PL), que chega a 23% num cenário improvável onde tivesse na disputa apenas ele, o Presidente Lula e Ronaldo Caiado.
O índice de indecisos oscila entre 4% e 5%, enquanto brancos, nulos e eleitores que dizem não votar variam de 10% a 20%, conforme o cenário analisado.
Nos cenários de segundo turno, Lula tem 45% das intenções de voto contra 33% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em setembro, a diferença era menor — o petista tinha 43%, e Tarcísio, 35%.

O presidente também vence os demais adversários testados:
Ciro Gomes (PDT): Lula 41% x 32%
Ratinho Jr. (PSD): Lula 44% x 31%
Romeu Zema (Novo): Lula 47% x 32%
Ronaldo Caiado (União Brasil): Lula 46% x 31%
Eduardo Leite (PSD): Lula 45% x 22%
Eduardo Bolsonaro (PL): Lula 46% x 31%
Michelle Bolsonaro (PL): Lula 46% x 34%
Em relação à rejeição, Eduardo Bolsonaro aparece como o nome mais rejeitado entre os eleitores: 68% afirmam que não votariam nele de forma alguma. Ele é seguido por Jair Bolsonaro (63%), Michelle Bolsonaro (61%) e Ciro Gomes (50%).
Segundo a Quaest, o desempenho de Lula reflete um cenário de dispersão entre os nomes da direita e centro-direita, sem um candidato consolidado para 2026.
