Outubro Verde reforça combate à sífilis e alerta para importância do diagnóstico e tratamento em Alagoas

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Da Redação e Ascom Sesau

Com o início do Outubro Verde, mês dedicado à conscientização e ao combate à sífilis, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça orientações à população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) transmitida principalmente por meio de relação sexual sem preservativo ou da gestante para o bebê, durante a gravidez ou o parto. A infecção tem vários estágios clínicos — primário, secundário, latente e terciário —, sendo os dois primeiros os de maior risco de transmissão.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle de Sífilis, Hillary Gabriele, o uso do preservativo é a principal forma de prevenção. Ela também alerta para a importância do pré-natal na detecção precoce da doença e na proteção do bebê.

> “O pré-natal é primordial não apenas para a identificação da sífilis e proteção do bebê, mas também para o diagnóstico precoce de diversos problemas graves que podem colocar em risco a saúde da gestante e da criança”, destaca Hillary.

A coordenadora explica que a doença pode evoluir silenciosamente. Na sífilis primária, surgem lesões genitais; na secundária, manchas nas palmas das mãos e solas dos pés; já as formas latente e terciária podem não apresentar sintomas, mas causar complicações graves se não tratadas, como lesões ósseas, neurológicas e cardiovasculares, podendo levar à morte.

Atendimento

Em Maceió, o tratamento está disponível no Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), na Clínica da Família do Jacintinho, no PAM Salgadinho (Poço) e no Hospital Universitário (Cidade Universitária).

No interior, o atendimento é ofertado em Arapiraca, União dos Palmares e Palmeira dos Índios, além dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Marechal Deodoro, Maragogi, Delmiro Gouveia, Matriz de Camaragibe, Pilar, Rio Largo e São Luís do Quitunde.

Desafio Outubro Verde

Como parte das ações do mês, a Sesau lançou o Desafio Outubro Verde, iniciativa que busca qualificar o banco de dados estadual sobre sífilis.

> “Iremos atuar junto aos municípios para aprimorar as notificações da doença, já que os dados são fundamentais para o mapeamento dos casos e a criação de políticas públicas mais eficazes”, ressalta Hillary Gabriele.

A Sesau reforça que a sífilis tem cura e que o tratamento é gratuito e disponível na rede pública de saúde. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de evitar complicações e interromper a cadeia de transmissão.

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