Tráfico de seres humanos: Brasil e África do Sul entram na mira dos Estados Unidos

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O relatório anual do Departamento de Estado dos Estados Unidos, divulgado na segunda-feira, 29 de setembro, colocou os dois países em uma lista de vigilância — uma categoria intermediária antes da lista ‘negra’, que pode resultar em sanções potenciais.

Os Estados Unidos apontaram o Brasil e a África do Sul — dois desafetos da administração Trump — em um relatório divulgado na segunda-feira, 29 de setembro, sobre os esforços globais de combate ao tráfico de seres humanos

O relatório anual do Departamento de Estado, o primeiro após o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro deste ano, colocou esses dois países em uma ‘lista de vigilância’, categoria intermediária situada entre aquelas que “em nada preocupam” Washington e a lista ‘negra’ que pode acarretar em sanções.

            Na África do Sul, “o Governo identificou menos vítimas, investigou menos casos e iniciou menos processos judiciais”, aponta o relatório, que utiliza termos similares ao se referir ao Brasil. Ele enfatiza que o Brasil não moveu nenhuma ação com base na lei de 2016 sobre o tráfico de seres humanos, ainda que Washington estime wm dezenas de milhares as pessoas vítimas de tráfico humano nesse país.

Golpes online

O presidente americano impôs ao Brasil uma série de tarifas comerciais punitivas e Washington sancionou um presidente da suprema corte — Alexandre de Moraes — por irritação devido ao processo contra o ex-presidente, Jair Bolsonaro (2019-2023), aliado ideológico de Trump, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de Golpe de Estado visando se manter no poder. Na África do Sul, Donald Trump acusa o governo local de perseguir os fazendeiros brancos.

No ranking anual, vários países permaneceram na lista ‘negra’, como China, Rússia e Venezuela, também o Camboja, cujo relatório acusa as autoridades do governo de serem cúmplices de golpes online envolvendo trabalho forçado. Laos e Chade foram rebaixados a essa lista, por conta de sua inação frente a questão, por outro lado, Djibuti e Turcomenistão saíram dela.

Matéria originalmente publicada pelo Le Monde em 30 de setembro de 2025

Tradução: Guilherme Moraes

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