Movimento Perpétuo”, de Leandro Alves, retrata personagem singular em Arapiraca

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Da redação

O filme “Movimento Perpétuo”, gravado na zona rural de Arapiraca e dirigido por Leandro Alves estreou no Festival Internacional do Cinema em Belo Horizonte e foi bem recebido pela crítica.

Com o mesmo título de um curta experimental de Claude Jutra, embora siga um roteiro totalmente distinto, o filme leva o espectador ao universo de seu Edvaldo, um homem que transformou seu sítio em refúgio pessoal, cercado pela mata e por extensas plantações de cana-de-açúcar.

O conhecemos em uma consulta médica, quando descobre que seu coração, já operado, precisará de nova intervenção. A notícia é recebida com serenidade e acaba moldando todo o percurso da narrativa.

A câmera, então, convida o público a conhecer de perto a rotina de Edvaldo. Autodidata, ele é radioamador, conserta aparelhos, medita e passa noites observando estrelas em busca dos mistérios do universo. Embora acredite em Deus, não segue religião específica: entra em qualquer igreja, faz suas preces e segue sua espiritualidade de forma livre. Diante do diagnóstico médico, reforça a convicção de que a natureza pode auxiliar na cura.

Mais do que registrar um personagem excêntrico, o diretor aposta em um formato híbrido. A obra cruza documentário e ficção, apresentando Edvaldo como homem concreto e também como figura criada a partir de si mesmo. Elementos de fantasia e de ficção científica completam a construção narrativa, resultando em uma obra que une intimidade, espiritualidade e imaginação

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