Da Redação
O mercado de trabalho em Alagoas manteve desempenho positivo em agosto de 2025. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado registrou saldo líquido de 2.803 empregos com carteira assinada no oitavo mês do ano.
Com o resultado, o acumulado dos últimos 12 meses – de setembro de 2024 a agosto de 2025 – chega a 15.128 novos postos de trabalho formais, consolidando uma trajetória de crescimento no emprego no estado.
Desempenho por setores
Entre os cinco grandes grupos de atividades econômicas analisados, quatro apresentaram crescimento em agosto. O setor industrial foi o principal destaque, responsável pela criação de 1.416 vagas, refletindo o fortalecimento do segmento em diferentes áreas de produção.
Na sequência aparecem os Serviços, que abriram 1.231 postos de trabalho, o Comércio, com 183, e a Agropecuária, que somou 134 novas contratações. O único setor a registrar retração foi a Construção, que fechou 161 postos no período.
Perfil das contratações
O levantamento mostra que a maior parte das vagas foi preenchida por homens, com 2.146 admissões líquidas, enquanto as mulheres responderam por 657 vagas.
Quanto à escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados, com 1.159 contratações. Já no recorte por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos tiveram o maior saldo, com 996 vagas, confirmando a relevância desse grupo para a renovação do mercado de trabalho alagoano.
Desempenho dos municípios
No recorte municipal, Maceió liderou a geração de empregos formais em agosto, com 754 novos postos de trabalho, alcançando um estoque total de 254,9 mil empregos com carteira assinada.
Outros municípios também se destacaram: Coruripe, com saldo de 600 postos; Rio Largo, com 256; e São Miguel dos Campos, que registrou 188 vagas no mês.
Contexto nacional
O desempenho de Alagoas acompanha a tendência positiva observada em âmbito nacional. O Brasil registrou, no trimestre encerrado em agosto, a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012, com 5,6%, de acordo com o IBGE.
