MPF cobra medidas da Equatorial para garantir segurança elétrica em aldeia indígena de Palmeira dos Índios

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POR REDAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) exigiu providências imediatas da Equatorial Alagoas para resolver problemas na rede elétrica da aldeia Riacho Fundo do Meio, da etnia Xucuru Kariri, localizada no município de Palmeira dos Índios. A cobrança foi feita durante reunião virtual realizada nesta quarta-feira (25), com a presença de representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

Segundo informações apresentadas pela concessionária, a partir de 7 de julho será iniciada uma avaliação técnica das condições da rede elétrica, com previsão de conclusão até 7 de outubro. O serviço começará pelos pontos considerados mais críticos. Novos postes com altura de 12 metros serão instalados para afastar os fios das plantações, como bananeiras, cuja poda é tecnicamente inviável. A Equatorial também se comprometeu a apresentar, até dez dias após o início das obras, um cronograma detalhado das etapas da execução, com mapeamento das áreas prioritárias.

Além das melhorias na estrutura, a empresa será responsável pela poda de árvores próximas à rede elétrica, por se tratar de área energizada e de risco à população. A ação será realizada com o consentimento das comunidades. Para facilitar a comunicação, a Equatorial designou um ponto focal de contato e criou um canal de atendimento por e-mail exclusivo para as dez aldeias do território Xucuru Kariri. As aldeias Fazenda Canto e Riacho Fundo do Meio foram identificadas como as mais afetadas pelos problemas.

Entre as medidas mais urgentes, está a visita técnica programada para esta quinta-feira (26), quando um profissional da Equatorial irá confirmar o ponto de ligação elétrica de um poço de abastecimento de água na aldeia. A Funai ficou responsável por indicar os locais mais críticos que deverão receber atenção prioritária da empresa.

O procurador da República Eliabe Soares reforçou o compromisso institucional com os direitos dos povos originários. “Nosso papel é assegurar que os direitos fundamentais das comunidades indígenas sejam respeitados. A atuação do MPF é para garantir que as soluções prometidas saiam do papel e tragam melhorias à vida dos moradores, com segurança e dignidade”, destacou.

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