Guia de turismo sofre infarto e é salvo por atendimento especializado no HGE

Compartilhe

Thallysson Alves / Ascom HGE

Thiago Lages de Amorim, de 44 anos, iniciava a sua rotina de trabalho, no último dia 26 de março, como guia de turismo, quando, de repente, sentiu uma pontada no peito. Ele decidiu não contar nada a ninguém e levou os seus clientes à praia do Gunga, no município de Roteiro. O que ele nem imaginava é que estava sofrendo um infarto agudo do miocárdio (IAM) e que, nas horas seguintes, teria a sua vida salva no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

Apesar do desconforto com as dores no peito e sentir falta de ar ao longo do passeio, Thiago insistiu em deixar para depois a busca por atendimento médico. Na volta ao hotel, um dos passageiros, se identificando como médico, percebeu que ele estava muito suado e não parecia bem. Foi nesse momento que, ao ser examinado, surgiu a suspeita de que ele estava com a doença que mais causa mortes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

“Logo quando deixei o grupo no hotel, eu me desloquei até a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] de Jaraguá. Eles me ouviram, fizeram o eletrocardiograma e observaram que as minhas enzimas estavam alteradas no exame de sangue. Com isso, o médico me informou que eu seria transferido para o HGE. A minha família ainda não sabia o que estava acontecendo. Eles souberam quando eu percebi que poderia ser algo grave”, recordou o trabalhador.

Na maior unidade de urgência e emergência do Governo de Alagoas, Thiago lembra que foi acomodado na observação, onde exames foram repetidos e esteve sob vigilância. Com o diagnóstico confirmado de IAM, ele foi transferido para a Unidade de Dor Torácica (UDT), exclusiva para pacientes com doenças cardiológicas. Na última segunda-feira (31), os especialistas da Hemodinâmica fizeram cateterismo e angioplastia, afastando o risco de sequelas e óbito.

“O atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos, é fundamental para salvar a vida. A doença pode não apresentar sintomas nos estágios iniciais, mas quando sinaliza é por meio de dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, menos comumente, braço direito. Essa dor pode não ser necessariamente intensa, pode ser prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax, provocando suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio”, resumiu o médico cardiologista Alex Vieira.

Os fatores de risco são tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso. Diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto. Thiago reconhece a falha em não realizar check-ups com regularidade. Ele ainda fuma, não pratica atividade física e não segue uma dieta balanceada.

“Mas, isso vai mudar. Vou deixar o cigarro, me alimentar melhor, buscar praticar alguma atividade física e seguir com as demais orientações que o médico passar quando eu estiver em casa. O susto foi grande e eu não quero viver isso de novo. Também quero ver a minha filha crescer e curtir os melhores momentos com a minha família. Foi um aprendizado e, agora, serei um novo homem”, disse o paciente do HGE.

Thallysson Alves

ver

Thallysson Alves

ver

Thallysson Alves

ver

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *